Realização de ações, composições, intervenções artísticas e
culturais efêmeras nas Oficinas Culturais Oswald de Andrade
e espaços públicos do Bom Retiro – ruas, praças, calçadas,
parques, por meio de dispositivos itinerantes que ativarão
relações com usuários e passantes. Engaja as pessoas a criar
um circuito temporário que interligue a cidade, os museus e
os centros de cultura em rede.
CALDEIRÃO DO OSWALDÃO: mapeamento, território auditivo e intercâmbio multicultural no Bom Retiro
Floriana Breyer, Van Jesus (EIA), Marcelo Wasem (Ondas Radiofônicas)
e Zé Musik
A relação com o território e seus habitantes se configura como uma investigação no campo do diálogo, realizado através de estratégias e dispositivos que estabelecem uma proposição artística de escuta e troca. Diversas inserções no bairro percorreram e interagiram com paisagens sonoras e memórias traduzidas em ingredientes, receitas e histórias que puderam temperar o caldeirão, fractal do Bom Retiro. O dispositivo multimídia itinerante “o Carrito” funcionou como aglutinador das diversas propostas de coleta e carismatico mediador da interação com o território e seus habitantes, configurando a própria investigação e as trocas como intervenção poética e nutrindo os propositores de matéria prima a ser recombinada. Diversos procedimentos, como depoimentos, conversas em diversos idiomas falados no bairro, materiais em áudio (fitas k7 e discos), entre outros, foram utilizados para esta coleta com o propósito de reapresentar o som de sua cultura, seus cheiros, seus aromas e lugares. Sons da paisagem compostos por sinos, tráfego de carros, trem e pessoas. Essa massa sonora recombinada resulta em outras paisagens que potencializam a paisagem existente. Ela é processada e remixada formando trilhas que serão expostas de corpo vivo e registradas para exibições em diversas mídias e contextos. Proposição de diálogo da paisagem sonora com as imagens coletas nas expedições. Como trilha sonora, estes sons possibilitam uma nova leitura do território.
BARRACA
Paula Zacaro
Das proposições ativadas pelo Projeto ID Bairro SP#02, Paula Zacaro desenvolve Barraca. Através de observação/vivencia das relações, trânsitos e elementos do bairro do Bom Retiro, na cidade de São Paulo, Paula se orientou em duas questões: o lixo [resíduo têxtil] que é descartado em grandes proporções pelo comércio local e uma necessidade espacial para articulação dos projetos. Com base nesses elementos, Barraca tenta ser um equipamento para o espaço e para as pessoas, sua estrutura é de uma rede, foi construída por amarrações com das tiras do tecido descartado. A ação consiste em tencionar a rede nos espaços do bairro onde as atividades acontecem, o trabalho busca ser um dispositivo de possibilidades, um “local móvel” inserido em outro local, no caso a Oficina Cultural Oswald de Andrade, a Praça da Luz e Feira Kantuta.
MAJAO
Nivardo Victoriano
Majao é a ação desenvolvida por Nivardo Victoriano no contexto do Projeto iD Bairro SP#02, tratando das relações entre comida e memória no bairro do Bom Retiro, na cidade de São Paulo. Estabelece aproximações entre o prato da culinária boliviana que leva carne de sol no seu preparo e a partir da sua pesquisa, o artista identificou a presença da carne de sol na culinária boliviana, assim como na culinária da sua região (Nordeste/ Ceará- Brasil). A ação consiste em convidar um boliviano a preparar o prato Majao com a carne de sol trazida pelo artista de Fortaleza e durante o processo de preparo, Nivardo pretende estimular a memória cultural ativada pelo paladar, de forma a estabelecer conexões entre a cultura boliviana e a brasileira. A ação será documentada através de registros sonoros, fotografias e pequenos vídeos.




