iD Bairro SP#02 OBSERVATÓRIO BOM RETIRO

iD Bairro – projeto internacional de arte urbana de longa duração, com vasta trajetória implicada com criatividade social, ação coletiva e práticas artísticas no contexto espanhol, realizou sua primeira inserção no Brasil em outubro de 2010, propondo a atuação em rede como uma plataforma de aproximação entre instituições, agentes locais e extra-locais para operar culturas de proximidade.

Entre Julho e Setembro de 2011, o projeto iD Bairro SP#02 - OBSERVATÓRIO BOM RETIRO instaura fórum de debates, oficinas, intervenções artísticas e mostra de processos resultantes de propostas colaborativas desenvolvidas por coletivos artísticos, pesquisadores, instituições e agentes locais participantes de iD Bairro SP.01 – Oficina de Projetos e Seminário Internacional [CCE/SP, outubro de 2010] e da Residência Bom Retiro [OCOA, janeiro/fevereiro de 2011]. Tais propostas dão lugar a uma série de projetos e micro-processos que pretendem dar visibilidade a questões específicas do território como multiculturalismo, transformações urbanísticas e sociais, apresentada nesta Mostra de Processos.

iD Bairro SP#02 configura-se na qualidade de práticas performativas do espaço público, por meio de interações artísticas e dispositivos itinerantes que buscam mapear, articular e promover o intercâmbio multicultural e a participação da população em torno do patrimônio cultural do bairro do Bom Retiro,, tendo como focos as relações interculturais, interinstitucionais e dinâmicas locais.

A partir das relações e laços estabelecidos no território, iD Bairro SP#02 se desdobra em diferentes contextos e estratégias, ampliando, assim, sua base espacial e temporal. Com o apoio do Jornal do Bom Retiro, importante veículo jornalístico local, iD Bairro SP#02 apresentará mensalmente ao longo de 2011 fragmentos de trabalhos desenvolvidos na interação entre artistas e a população, revelando paisagens subterrâneas, compondo a história pública a partir de acervos privados. Com o Centro de Cultura Judaica, que apresenta em sua sede até 02 de outubro a mostra Bom Retiro e Luz: um roteiro, 1976 – 2011, estabelecem-se formas de colaboração e mediações no território, desdobrando relações que emergem de intensas articulações com o tecido social local. Apontamos o especial apoio do Instituto de Patrimônio Histórico Nacional sediado em São Paulo para o projeto iD Bairro SP#02 OBERVATÓRIO BOM RETIRO, a partir do qual pretende-se dar a conhecer os diversos projetos, pesquisas e conteúdos desenvolvidos em torno do projeto em processo, tornando públicos seus produtos culturais e garantindo sua difusão e acessibilidade a um público mais amplo, conferindo visibilidade a este relevante patrimônio local, na intenção de que este possa inspirar novas práticas no campo da arte pública e educação patrimonial contemporâneas.

Lilian Amaral, São Paulo, Julho, 2011.

iD Bairro é um projeto de Idensitat, dirigido por Ramon Parramon que se realiza em São Paulo com a curadoria e coordenação geral de Lilian Amaral e colaboração de Ramon Parramon.

Entre os participantes destacam-se: os coletivos EIA, Ondas Radiofônicas,Avoa Núcleo Artístico, Rapadura e os artistas Lilian Amaral, Ramon Parramon, Eduardo Verderame, André Douek, Hermes Renato Hildebrand, Wilson Rodrigues, Marco Biglia, Paula Zacaro, Victoria Contreras, Mariana Zanotti, Mateus Pires e Daniel Paz. Assistente de Curadoria e produção - Fabiola Aliceda, assistente de curadoria e pesquisa histórica/iconográfica - Karina Alves. Making off – registros videográficos – Ivan Ferrer, registros fotográficos – Wilson Rodrigues.

Agradecimentos especiais a todas as comunidades culturais, instituições, entidades, moradores e profissionais que generosamente partilharam suas memórias e desejos de interação e preservação do patrimônio [material e imaterial] configurado pelo Bairro do Bom Retiro.

Organização: IDENSITAT | Ramon Parramon, MUSEU ABERTO BR | Lilian Amaral

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CORPOREIDADE E PERCURSOS URBANOS

Mobilizar as pessoas a se apropriarem da cidade para
reconhecê-la e identificar sua presença no território. Criar
percursos para interpretar os paradigmas da cidade, tanto
física quanto virtual – cibercidade, midiacity, estimulando a
performatividade urbana e a interculturalidade local. Opera
com linguagens de dança contemporânea, performance,
teatro, ativismo, design visual, descrevendo circuitos que
interligam espaços ocupados pelas distintas culturas no
territórios.

iD Bairro SP#02 – Estrutura | Táticas | Núcleos

Táticas para Cartografar e Habitar o espaço da Cidade – Práticas Performativas – Observatório Bom Retiro

A estratégia de cartografia se dá a partir da tática (CERTEAU: práticas desviacionistas que não obedecem à lei do lugar) e do tônus político da performance | intervenção. Agencia-se a partir da cartografia de performances em relação ao espaço, ao corpo, à ação e ao tempo. A tática de espaço ocupa as ruas, mas não se realiza somente na urbe. A tática de ação propõe o encontro como leitmotiv, a performance como mutirão. A tática de tempo tem a duração como escolha. Por sua vez, a tática de corpo está interessada nos desdobramentos espectrais da pele em telepresença.

1 – Táticas de espaço: a cidade – Propõe modos de partilhar o sensível do comum e o comum da cidade.

2 – Tática de tempo: a duração – Rejeita a sucessão e a continuidade (tempo institucionalizado), joga com a interrupção e a descontinuidade (deriva temporal).

3 – Tática de ação: o encontro – Quando a ação é o encontro: a performance como ato de encontrar e a afecção como seu modo tático.

4 – Tática de corpo: a telepresença – Liga-se aos devires do corpo (devir-espectral), a seus possíveis estados de existir.

Os núcleos descritos a seguir apresentam proposições complementares.
São lentes utilizadas como dispositivos para mirar as diferentes e múltiplas
camadas que compõem o tecido social, permitindo, assim, discriminar o
visível e o invisível no cotidiano urbano para poder projetar e ativar relações
no território.

 

QUAL É O TAMANHO DO SEU MUNDO?
Avoa Núcleo Artístico

Observando o multiculturalismo presente no Bom Retiro, esse trabalho – em processo – é constituído por uma intervenção realizada no território do Parque da Luz e também a produção de um vídeo com enfoque nas corporeidades e paisagens humanas existentes no bairro. A intenção é trazer o Corpo sob duas perspectivas: da proximidade e do corpo em cena (intervenção) que trava diálogo com a população local e o registro poético de gestos, andares e olhares através de um material audiovisual que traz à tona certo distanciamento.

 

FIM DA LINHA [onde a linha acaba e começa a transformação]
Coletivo Rapadura


No Bom Retiro são raras as áreas de convivência e recreação no espaço público. A proposta do Projeto Fim da Linha foi de criar cenários convidativos para brincadeiras e interação social no espaço público do Bom Retiro através da aplicação de fitas adesivas no chão. A ação deu vida para quadras de futebol, jogos de amarelinha, faixas de corrida e outras brincadeiras na Praça Kantuta, domingo, dia 03 de julho, e na calçada do Parque da Luz, sábado, dia 09 de julho, mostrando participação e forte apropriação por crianças.

 

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DISPOSITIVOS E INTERVENÇÕES URBANAS

Realização de ações, composições, intervenções artísticas e
culturais efêmeras nas Oficinas Culturais Oswald de Andrade
e espaços públicos do Bom Retiro – ruas, praças, calçadas,
parques, por meio de dispositivos itinerantes que ativarão
relações com usuários e passantes. Engaja as pessoas a criar
um circuito temporário que interligue a cidade, os museus e
os centros de cultura em rede.

CALDEIRÃO DO OSWALDÃO: mapeamento, território auditivo e intercâmbio multicultural no Bom Retiro
Floriana Breyer, Van Jesus (EIA), Marcelo Wasem (Ondas Radiofônicas)
e Zé Musik

A relação com o território e seus habitantes se configura como uma investigação no campo do diálogo, realizado através de estratégias e dispositivos que estabelecem uma proposição artística de escuta e troca. Diversas inserções no bairro percorreram e interagiram com paisagens sonoras e memórias traduzidas em ingredientes, receitas e histórias que puderam temperar o caldeirão, fractal do Bom Retiro. O dispositivo multimídia itinerante “o Carrito” funcionou como aglutinador das diversas propostas de coleta e carismatico mediador da interação com o território e seus habitantes, configurando a própria investigação e as trocas como intervenção poética e nutrindo os propositores de matéria prima a ser recombinada. Diversos procedimentos, como depoimentos, conversas em diversos idiomas falados no bairro, materiais em áudio (fitas k7 e discos), entre outros, foram utilizados para esta coleta com o propósito de reapresentar o som de sua cultura, seus cheiros, seus aromas e lugares. Sons da paisagem compostos por sinos, tráfego de carros, trem e pessoas. Essa massa sonora recombinada resulta em outras paisagens que potencializam a paisagem existente. Ela é processada e remixada formando trilhas que serão expostas de corpo vivo e registradas para exibições em diversas mídias e contextos. Proposição de diálogo da paisagem sonora com as imagens coletas nas expedições. Como trilha sonora, estes sons possibilitam uma nova leitura do território.

 

BARRACA
Paula Zacaro

Das proposições ativadas pelo Projeto ID Bairro SP#02, Paula Zacaro desenvolve Barraca. Através de observação/vivencia das relações, trânsitos e elementos do bairro do Bom Retiro, na cidade de São Paulo, Paula se orientou em duas questões: o lixo [resíduo têxtil] que é descartado em grandes proporções pelo comércio local e uma necessidade espacial para articulação dos projetos. Com base nesses elementos, Barraca tenta ser um equipamento para o espaço e para as pessoas, sua estrutura é de uma rede, foi construída por amarrações com das tiras do tecido descartado. A ação consiste em tencionar a rede nos espaços do bairro onde as atividades acontecem, o trabalho busca ser um dispositivo de possibilidades, um “local móvel” inserido em outro local, no caso a Oficina Cultural Oswald de Andrade, a Praça da Luz e Feira Kantuta.

 

MAJAO
Nivardo Victoriano

Majao é a ação desenvolvida por Nivardo Victoriano no contexto do Projeto iD Bairro SP#02, tratando das relações entre comida e memória no bairro do Bom Retiro, na cidade de São Paulo. Estabelece aproximações entre o prato da culinária boliviana que leva carne de sol no seu preparo e a partir da sua pesquisa, o artista identificou a presença da carne de sol na culinária boliviana, assim como na culinária da sua região (Nordeste/ Ceará- Brasil). A ação consiste em convidar um boliviano a preparar o prato Majao com a carne de sol trazida pelo artista de Fortaleza e durante o processo de preparo, Nivardo pretende estimular a memória cultural ativada pelo paladar, de forma a estabelecer conexões entre a cultura boliviana e a brasileira. A ação será documentada através de registros sonoros, fotografias e pequenos vídeos.

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MEMÓRIA E NARRATIVAS AUDIOVISUAIS

Propõe construir, por meio de entrevistas, conversas,
encontros e jornada audiovisual, narrativas coletivas
[moradores e usuários do bairro] por meio de imagens
históricas, álbuns de família, textos, imagens digitais, vídeos
e sons a partir de estratégias propostas pelos projetos que
envolvem memória, documentário, recursos audiovisuais
com diferentes inserções no espaço público local.

PEDALADA CULTURAL
Wilson Rodrigues

A Pedalada Cultural surgiu da idéia de percorrer as ruas do Bom Retiro registrando em câmera digital (celular, cybershop) ou gravando em áudio os locais percorridos. Também foram considerados textos que descrevessem aspectos importantes do bairro, sendo que este material poderia ser inserido no blog criado para complementar o trabalho do Projeto iD Bairro/SP. A Pedalada Cultural visa a aproximar e ter conhecimento de muitos aspectos sociais, culturais e cotidianos do povo que ali vivem tais como, visitas às sinagogas aos sábados, encontros sociais dos bolivianos, concentração do povo coreano nos bares, cafés e igrejas e em partidas de golf.

JORNADA AUDIOVISUAL CARTOGRAFIAS COLABORATIVAS / BOM RETIRO
André Douek, Hermes Renato Hildebrand, Lilian Amaral, Mariana Zanoti,
Mateus Pires, Queli Cristina Coelho, Wilson Rodrigues e convidados

Workshop-intervenção para elaboração de Narrativas Audiovisuais Coletivas. Convite para a população registrar, por meio de percursos audiovisuais, as paisagens, os contrastes, a diversidade e multiculturalidade do bairro do Bom Retiro. Criação de arquivos de imagens e sons e publicação de suas memórias em redes sociais, compondo, assim, a história pública por meio de imagens privadas. Estas narrativas resultam em mostras fotográficas, vídeos e micro-videos projetados em espaços públicos e editados em diversas publicações, configurando, assim, Cartografias Colaborativas do Bom Retiro, em processo.

 

HISTÓRIAS VERDADEIRAS
Marco Biglia

Contar uma história é sempre um ato criativo. Ao ativar a memória para HISTORIAS VERDADEIRAS, considerando os mitos, as lendas e as recordações pessoais das diferentes realidades que compartilham o bairro do Bom Retiro, observamos singularidades culturais. Ao ouvir uma história participamos de um processo de troca de saberes e provocamos a nossa percepção para a presença do outro. Compartilhar experiências é uma forma de dinamizar as culturas e rever os códigos sociais.

 

VÍDEOS POSTAIS
Mariana Zanotti

Devido às novas tecnologias, o cartão postal veio se modificando ao longo dos anos. Hoje, ele ainda possui uma característica própria, a de “informar e deixar lembrança”, Como os tradicionais cartões postais com a função de fazer duas pessoas se corresponderem, os VIDEOS POSTAIS seguem a mesma linha, Uma imagem-arquivo na internet funciona como plataforma de conexão, dinamizando a informação e ativando a lembrança.

ANTES/DEPOIS
Eduardo Verderame, colaboração Wilson Rodrigues.
Agradecimento: AHJB

ANTES/DEPOIS, projeto elaborado a partir de fotos históricas do bairro do Bom Retiro, identifica lugares, situações e pessoas/personagens, refotografando-os com o objetivo de buscar a similaridade com a fotografia original. À medida em que as fotos foram surgindo na pesquisa, apareceu uma leitura do bairro a partir de pontos de vista determinados pelo cedente da fotos, e neste caso, estas passaram a ser vistas como preservadoras de uma memória identitária que por vezes se perdeu no tempo, podendo a releitura ser até mesmo destrutiva do sentido inicial da imagem. Nesse sentido o projeto procurou ater-se aos aspectos geográficos e técnicos das fotos sem a intenção de proporcionar novas leituras além daquelas da justaposição. Ainda assim foi importante poder contar com alguma presença humana diversificada do Bom Retiro. O ANTES/DEPOIS proporcionou uma vivência aprofundada do bairro, das suas ruas, de seus pontos de vista e mais, da própria experiência do ato fotográfico ao longo do tempo.

 

FRAGMENTOS URBANOS – UMA COSTURA CULTURAL
Coletivo Rapadura

Experiência de troca e integração cultural entre os habitantes do bairro do Bom Retiro, propõe o feitio de uma “colcha de retalhos sentimental” que represente uma estética da multiculturalidade do bairro e resgate o ato de costurar, emblemático para a economia local. A questão central levantada para a realização do trabalho foi: “Que objetos ou elementos do dia-a-dia representam a sua cultura?”. Assim, a população foi convidada a doar ou a trazer seus objetos para serem costurados na colcha de fragmentos urbanos na Praça Kantuta, domingo, dia 03 de julho, no Parque da Luz, sábado, dia 09 de julho, e durante a exposição na Oswald de Andrade ela se abre como “projeto em processo” para novas inserções.

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abertura mostra de processos 30/7

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iD Bairro na Kantuta 3/7

fotos fab aliceda

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iD Bairro São Paulo SP#02 – OBSERVATÓRIO BOM RETIRO

iD Bairro São Paulo
SP#02 – OBSERVATÓRIO BOM RETIRO

iD Barrio – projeto internacional de arte urbana de longa duração, com vasta trajetória implicada com criatividade social, ação coletiva e práticas artísticas no contexto espanhol, realizou sua primeira inserção no Brasil em outubro de 2010, propondo a atuação em rede como uma plataforma de aproximação entre instituições, agentes locais e extra-locais para operar culturas de proximidade.

Entre Junho e Julho de 2011, o projeto iD Bairro SP#02 – OBSERVATÓRIO BOM RETIRO instaura fórum de debates, oficinas, intervenções artísticas e mostra de processos, resultantes de propostas colaborativas desenvolvidas por coletivos artísticos, pesquisadores, instituições e agentes locais participantes de iD Bairro SP.01 – Oficina de Projetos e Seminário Internacional [CCE/SP, outubro de 2010] e da Residência Bom Retiro [OCOA, janeiro/fevereiro de 2011]. Tais propostas dão lugar a uma série de projetos e micro-processos que pretendem dar visibilidade a questões específicas do território como multiculturalismo, transformações urbanísticas e sociais.

iD Bairro SP#02 se configura como práticas performativas do espaço público por meio de ações artísticas – realização de percursos fotográficos, videográficos, intervenções urbanas e deambulações que buscam mapear, articular e promover o intercâmbio multicultural e a participação da população em torno do patrimônio cultural do bairro do Bom Retiro,, tendo como focos as relações interculturais e dinâmicas locais.

Entre os participantes destacam-se: os coletivos EIA, Ondas Radiofônicas,. Avoa Núcleo Artístico, Rapadura e os artistas Lilian Amaral, Ramon Parramon, Eduardo Verderame, André Douek, Hermes Renato Hildebrand, Wilson Rodrigues, Marco Biglia, Paula Zacaro, Marcia Bernardes e Victoria Contreras.

Organização: IDENSITAT/Ramon Parramon, Lilian Amaral / MUSEU ABERTO BR
Coordenação geral iD Bairro SP: Lilian Amaral
Assistente de Curadoria e Produção: Fabiola Aliceda
Contato: idbairro@gmail.com

Realização: Governo de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura e Oficina
Cultural Oswald de Andrade

APOIO: CCE SP – AECID| UNESP./ IA – GIIP | Jornal do Bom Retiro | HDSOLUTION

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Imagens da apresentação de projectos

iD Bairro SP oficina do projectos foi realizada entre 13 e 17 Outubro 2010, com o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo.

Os participantes da oficina do projectos:

Alessandra Maiello – Aline Godoy – Andrea Caruso Saturnino – Belkis Trench – Bernardo Borges – Bruna Correa – Claudia Orjuela – Domènec – Eduardo Verderame – Fadihla Mammar – Fernando Senra – Floriana Breyer – Lilian Amaral – Marcelo Wasem – Marcia Bernardes – Marcos Piani – Miquel García – Naira Uehara – Nivardo Victoriano – Pablo España – Pedro Marques – Ramon Parramon – Raul Diaz Reyes – Regina Barbosa – Simone Toji – Solange Silva Faria – Suzana Lefevre – Vanessa Jesus – Victoria Contreras – Viviana Bravo – Wilson Rodrigues – Gabriela Luzzi

Imagens do dia para a apresentação de projectos:

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presenças e ausências através do futebol

texto por Marcelo Wasem – publicado em amiantus.wordpress.com

Um dos temas da oficina iD.bairro foi o contraste nas diferentes maneiras de afirmação das identidades, no cenário de bairros marcados pela presença de etnias de outros países. No bairro de Bom Retiro, onde estive algumas horas, sabia que muitos bolivianos trabalham ali, mas não encontrei muitos indícios de sua ocupação. Dias depois presencio pela televisão um jogo de futebol e lembro das horas no Bom Retiro.

Sobre a partida (retirado de http://www.futebol2010.net/2010/10/22/palmeiras-x-universitario-de-sucre-gols-e-resultado-do-jogo-pela-copa-sul-americana-2010/):

“O Palmeiras que jogou contra o Universitário de Sucre [time boliviano], não encontrou muitas dificuldades para se classificar para as  quartas de finais da Copa Sul-Americana.”

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Algunos dispositivos Itinerantes de Sao Paulo

Domènec

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BR SA (diretamente de RJ)

BR.S/A: Brasil Sociedade Anônima

Intensa experiência de imersão: entre os participantes da oficina, nos bairros vivenciados, e com a cidade de São Paulo (maneiras próprias de viver a cidade).

Durante a oficina, conheci catalães, argelinos, mexicanos, colombianos, chilenos, bascos, paulistas, mineiros, gaúchos. A mescla de culturas e línguas era constante, assim como a vontade de pensar em novas ações de arte para atuar nos bairros que estávamos conhecendo e estudando.

No primeiro dia de visita estivemos na região de Santo Amaro e Grajaú (zona sul de São Paulo, periferia com tonalidades rurais), flanando por paisagens e parando em pontos estratégicos onde o coletivo Imargem realizou alguma intervenção: muros de escolas e alterações no mobiliário urbano (lixeiras e passeios públicos). Tudo muito rápido e quase sem oportunidades de conhecer o pessoal da região. Sei que há a presença de muitos nordestinos, e que esta população acaba ficando por ali mesmo, já que há a dificuldade de comunicação com transporte coletivo para o centro de São Paulo.

No segundo dia, a experiência teve outra escala: as distâncias alcançáveis pelos pés. Mesmo que o perímetro percorrido no bairro do Bom Retiro tenha sido mínimo, pude caminhar por suas ruas, ouvir e gravar falas na rua e identificar pequenos indícios das etnias que habitam o bairro. Me propus a encontrar uma rádio (pensando em usá-la como plataforma de uma ação artística) e, dentro das 2 horas e meia de deriva, encontrei uma dentro de uma igreja evangélica (Assembleia de Deus Bom Retiro). No período da tarde, estivemos com representantes de ONG’s das etnias mais representativas atualmente (duas judaicas, uma coreana e nenhuma boliviana), além de artistas que estão atuando no bairro (Teatro da Vertigem, iniciando a pesquisa para um próximo espetáculo, e Coletivo Coletores, inaugurando uma exposição no Centro Cultural Oswald de Andrade).

B.R+S.A.: Bom Retiro e Santo Amaro

O que pude perceber dos dois bairros em foco é a questão da identidade enquanto tática para a afirmação e sobrevivência na cidade. Afirmar-se como membro de uma etnia é um modo de permanecer vivo, ter seu laço com o passado firme e buscando um espaço de mantenimento desta identidade. Apesar do Brasil ser conhecido como a terra das misturas das etnias, onde a tolerância supera a exclusão, muitos dos mecanismos para a afirmação da identidade são excludentes fazendo com que a convivência entre diferentes seja tolerável na superfície e conflituosa lá no fundo.

Estes conflitos foram notados vagamente nos diversos elementos do espaço público (pequenas bandeiras de países, cartazes usando uma só língua, etc.) e me parece que é necessário muito mais tempo de convivência e imersão para conseguir estabelecer um contato mais real com as pessoas destes locais. Assim, pensar em uma ação artística irá exigir um constante processo de propor algo e ouvir a resposta do contexto.

Depois da proposta de organização das impressões (mapa mental/carta branca/espaço aberto), formei um grupo com Flor e Van Jesus (do EIA) e Nivardo (de Fortaleza, residindo atualmente em São Paulo) para a construção de um dispositivo móvel que alie a dimensão sonora da Rádio e o fazer coletivo e comestível da Gastronomia. Estamos ainda digerindo as ideias e logo colocaremos tudo em ordem (mesmo com este integrante residindo no Rio de Janeiro).

Marcelo Wasem

24.10.2010

amiantus.wordpress.com

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Bom Retiro

Domènec

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Integração de Histórias / Placas Comemorativas do Cidadão do Bom Retiro

Hooola todos, lo que publico ahora es lo que me gustaria llevar a cabo en el barrio del Bom Retiro, cualquier colaboración es bienvenida; es un proyecto complejo y concebido para llevar a cabo en grupo. Cualquier sugerencia, comentario ect, pueden contactarme en claudia.orj@gmail.com , Claudia Orjuela.

Projeto de integração cidadã que consiste na criação de uma rede de histórias que tenham acontecido no bairro aos cidadãos do Bom Retiro. Através da rede de histórias pessoais e sua divulgação, o objetivo é fomentar a participação  e integração das distintas culturas, reformular a imagem atual do espaço urbano como um lugar impessoal de trânsito e sustento.

O dispositivo que dará visibilidade a estas experiências serão placas comemorativas que resumem a vivência do indivíduo em uma frase (traduzidas ao espanhol e ao coreano) e marcaram o lugar onde aconteceu a experiência – exemplo, nesta esquina esperando clientes durante 10 anos, aqui me deram meu primeiro beijo, etc…-.  

Com o registro das histórias e seu rastro na forma de placas / cartazes ao redor do Bom Retiro, colocarei as distintas experiências/placas em um mapa do bairro, com formato de mapa turístico. A ideia deste mapa é propor um passeio distinto do bairro, promover novos pontos de encontro, dar visibilidade ao cidadão e propor a experiência individual como fator comum de vida e evidência de união entre seres humanos. O mapa impresso será compartilhado com as pessoas do bairro para dar visibilidade interna com a rede de histórias e no verso do mapa poderão ler os testemunhos de maneira mais completa. Ao mesmo tempo,  o mapa físico pode converter-se em um mapa interativo na Internet, onde será possível escutar as distintas histórias e obter novas histórias do bairro, esta web pode converter-se em um ponto multicultural de encontro e intercâmbio de vivências do Bom Retiro.

(texto en espanol) 

Proyecto de integración ciudadana que consiste en la creación de una red de historias que hallan acontecido en el barrio a los ciudadanos del Bom Retiro. A travez de la red de historias personales y su divulgación, el objetivo es fomentar la participación  e integración de las distintas culturas, reformular la imagen actual del espacio urbano como sitio impersonal de transito y sustento.

El dispositivo que dará visibilidad a estas experiencias serán placas conmemorativas que resumen la vivencia del individuo en una frase (traducidas al español y al coreano) y marcaran el sitio donde aconteció la experiencia -ej, en esta esquina he esperado clientes durante 10 años, aquí me dieron mi primer beso, ect…-.

Con el registro de las historias, y su rastro en forma de placas / carteles alrededor del Bom Retiro, ubicare las distintas experiencias/placas en un mapa del barrio, con formato de mapa turístico. La idea de este mapa es proponer un recorrido distinto del barrio, promover nuevos puntos de encuentro, dar visibilidad al ciudadano, y proponer la experiencia individual como factor común de vida y evidencia de union entre seres humanos. El mapa impreso será repartido a gente del barrio para dar visibilidad interna a la red de historias y en el reverso del mapa podrán leerse los testimonios de manera mas completa. Al mismo tiempo,  el mapa físico puede convertirse en un mapa interactivo en Internet donde se podrán escuchar las distintas historias y recoger nuevas historias del barrio, esta web puede convertirse un punto multicultural de encuentro e intercambio de vivencias del Bom Retiro.

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Dispositivos multilineales de intervención cultural

Durante cinco días de trabajo intensivo, artistas y gestores culturales crearon un laboratorio de ideas para reflexionar sobre el concepto de las periferias y los dispositivos en las sociedades contemporáneas. Los objetos de estudio fueron las demarcaciones de los barrios Santo Amaro y Bom Retiro en Sao Paulo, Brasil. iD Barrio SP 0.1 fue fundamentalmente un tránsito en los territorios creativos y el diseño de dispositivos multilineales de intervención cultural. Michael Foucault describía los dispositivos como una red multilineal con curvas de visibilidad y curvas de enunciación. Los dispositivos son máquinas para hacer ver y para hacer hablar.

¿Qué es lo que iD Barrio SP 0.1 hace ver y hace hablar?

Des-territorialización

Primero, la visita en Santo Amaro me hizo ver que la zona guardaba muchas similitudes geográficas y sociales con algunos barrios marginales de Ciudad de México (soy nacida en esa ciudad) como Barrio Norte que concentra varias colonias (en México se nombran colonias a lo que en Brasil se considera barrio). La similitud me hizo pensar sobre la des-territorialización de las periferias en las megalópolis mundiales. Pensar la “periferia” en alusión al “centro” es una manera tradicional que no está acorde con la modificación espacial y temporal de las zonas metropolitanas. Tanto en Sao Paulo (SP) como en Ciudad de México (DF) existen zonas que cuyo crecimiento urbano acelerado lleva al contacto del área de influencia con las zonas que le rodean. El contacto puede ser mayor o menor, real o virtual.

Las teorías realista, idealista y cosmopolita de las relaciones internacionales plantean un fenómeno común: la dimensión geopolítica y geoeconómica determina el tipo de interdependencia entre las zonas. Deseo añadir la dimensión geocultural como una tercera variable para medir los grados de interdependencia en las metropolis. Por ejemplo, el caso de Santo Amaro plantea una situación interesante debido a que hoy día es considerada periferia en SP, pero la historia indica que en algún momento su demarcación territorial no era parte de esa ciudad. O, el acuerdo de regularización migratoria entre Brasil y Bolivia (2005 y 2009) para proveer de visas permanentes a los ciudadanos bolivianos (según el censo brasileño del año 2000, aprox. 60 mil bolivianos viven y trabajan en Bom Retiro). Un tercer caso, es la presencia del graffiti en SP la cual los últimos años paso de ser una actividad marginal y censurada, a una actividad reconocida y promovida. Este cambio de paradigma cultural crea una visión diferenciada sobre la práctica y arte del graffiti. Estos microcasos nos demuestran que las sociedades se deconstruyen, pero al mismo tiempo se asocian e interrelacionan en maneras flexibles.

Potencia cultural

Segundo, durante varios años he realizado investigación y acción cultural sobre los derechos culturales cuyo valuarte se sostiene en tres principios: el acceso, la participación y el disfrute de la cultura. Mi experiencia de trabajo básicamente se ha desarrollado en algunas comunidades indígenas de México y algunas zonas urbanas de DF, donde la línea principal era la sensibilización y difusión de los derechos culturales. Mi estancia en SP y en concreto la experiencia de iD Barrio SP 0.1 me hicieron dar cuenta que esta ciudad posee una intensa participación cultural y social. Realmente quedé asombrada en la manera en que las personas y los colectivos (agentes y actores culturales) ejercen su ciudadanía cultural.

La especialista brasileña en juventud, Rita de Cássia Alves dice que el graffiti y el pixaçao son intervenciones artísticas juveniles y de apropiación de la ciudad, es una manera de “existir de algún lugar”. Fadhila Mammar, especialista en migraciones y mediación intercultural menciona que en tiempos de crisis una mala gestión de la multiculturalidad, puede ser la razón para la pérdida de espacios de participación. Ambas anotaciones permiten ver que el grado de participación cultural de una sociedad, presupone condiciones para ello. El especialista brasileño Jose Texeira Coelho plantea el concepto de cultura como lámina de arado, esto quiere decir que para entender la cultura hay que generarla, digerirla y expulsarla. Esta idea de la cultura, permite que el ciudadano pase de ser un receptor a un emisor de cultura. La potencia de este acto proviene del ejercicio de la ciudadanía social y cultural, cuyo exponente es aún más fuerte a través de acciones colectivas.  Finalizo con una cita de Fadhila Mammar : “en tiempos de crisis no podemos perder nuestros espacios de participación”.

Victoria Contreras

Participante de iD Barrio SP 0.1

Especialista en Cooperación Cultural Internacional

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Impressões de uma paulistana sobre São Paulo

Pode parecer frase feita (e talvez seja mesmo… – ! – ) mas que o olhar estrangeiro renova o olhar do habitante, isso lá é bem verdade.
São Paulo é urbe por excelência. A gente corre, a gente ganha dinheiro, a gente encara o trem lotado, a gente odeia mas não sai daqui. A gente vive a (su) realidade desses dias que fazem todas as estações do ano em um só período de motel – aquele de 4 horas. A gente é capaz de caminhar por cima de outras pessoas – literalmente falando. Os especuladores se fartam com contratos ilícitos e indenizações risíveis. Os empreiteiros se divertem na quadrilha do: “Olha a auditoria! É mentira!”. As fronteiras no centrão expandido não são invisíveis. Av. Tiradentes, rua da Cantereira, esquina da Dino Bueno com a Glete, linha do trem, tudo demarcado. A rua está dominada. Espaço controlado e disputado. O território dos travestis na rua Rego Freitas vai da Consolação até a esquina com a Santa Isabel. O último quarteirão antes de chegar na parte de baixo do Largo do Arouche, é reservado aos garotos de programa. E assim vai a coisa. Onde um guarda carro de dia é ponto de venda de crack a tarde e vira ponto de prostituição a noite. O que pode salvar a urbe? Há de se perguntar antes: A urbe quer ser salva? A urbe deve ser salva de quê? Ou melhor, de quem? Andando por suas veias (abertas como diria o historiador) a gente vê de tudo, sente que tem um mundo de coisas a transformar e, sonhando virar estrela que nem Macunaíma, consegue sorrir quando pensa num bando de artistas que re-inventam essa urbe maluca.

Márcia Bernardes

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Visita ao bairro Santo Amaro

Visita ao bairro Santo Amaro. 14 de outubro 2010.

Imargem Mauro apresenta alguns aspectos do bairro de Santo Amaro.

Imargem é um grupo interdisciplinar que propõe projetos ativistas e culturais na zona sul da cidade de São Paulo a partir da perspectiva ambiental, com ênfase no tema da água (Represa Billings). Propõe discussões e mobilizações em torno de questões de propriedade e pertencimento nas zonas urbanas através de narrativas audiovisuais, grafites, teatro, Hip Hop, skate, mobilidade, reciclagem e acessibilidade às atividades culturais e à cidadania a partir das margens [periferias] da cidade.

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Renato Cymbalista

Renato Cymbalista. Presentãçao de projetos 13 de outubro 2010

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Viviana Bravo

Viviana Bravo. Presentãçao de projetos 13 de outubro 2010

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Domènec

Domènec. Presentãçao de projetos 13 de outubro 2010

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Democracia

Democracia. [Pablo España].  Presentção de projetos 14 outubro 2010.

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